quarta-feira, 4 de abril de 2012

A nada mole vida do trabalhador brasileiro III

Por Cláudio Marques

Dando continuidade à série de reportagens "A nada mole vida do trabalhador brasileiro", fomos até o terminal de ônibus de Vítória da Conquista conferir a realidade do trabalhador que utiliza o transporte público do município.



terça-feira, 3 de abril de 2012

Descubra o que é uma Empresa Júnior

por Larissa Caldeira e Raisa Casemiro.

Mais que apenas um laboratório, a empresa júnior é fomento ao empreendedorismo. Ouça a reportagem:

Podcast Foca Digital - Massicas Indoor, Festival da Juventude e Maria Bethânia em Conquista


Por Patrick Moraes, Lailla Mendes e Marcelle Nascimento

Trazendo novidades musicais, confiram o podcast com os próximos eventos marcados para abril e maio na cidade.

Claudionor Dutra já começou sua campanha á Prefeitura de Conquista



Por Loide Carvalho e Ariela Bonfim
O presidente da Copmac, Claudionor Dutra, é um dos pré-candidatos á prefeitura de Vitória da Conquista, nas eleições de outubro. O período oficial da campanha ainda não começou, mas o provável candidato do PSDB já começou sua campanha. Falando de sonho, além de outros jargões políticos, Claudionor Dutra aproveitou um espaço aberto para falar da Expoconquista 2012 e, em entrevista ao programa Resenha Geral da  Radio Clube, falou de seus projetos “para a comunidade”.
O apresentador da Resenha Geral, Herzem Gusmão, e Claudionor Dutra conversaram sobre os rumos das próximas eleições municipais.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Último dia para conferir a exposição "O sentido dos sentidos"

Por Everton Santana e Helena Spínola


Os conquistenses tem até este sábado (31) para visitar o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima e conferir a instalação fotográfica "O sentido dos sentidos", organizada pela professora do curso de comunicação social da Uesb Adriana Camargo.

A iniciativa conta com a participação de alunos da 8ª série da Escola Municipal Carlos Santana, que através da fotografia abordaram temas como leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistência, apontados por Ítalo Calvino (1988) como propriedades que seriam valorizadas pela arte no nosso milênio.

Entrada franca.









quinta-feira, 29 de março de 2012

A nada mole vida do trabalhador brasileiro II

Por Cláudio Marques

A vida da auxiliar de serviços gerais, Luciana Duarte Barbosa, de 32 anos, uma das 45 pessoas responsáveis pela limpeza da Uesb, é bem parecida com a do jardineiro Paulo, de 50 anos, da publicação anterior - A nada mole vida do trabalhador brasileiro.
Luciana, assim com Paulo, teve de trabalhar desde criança para ajudar na renda da família e acabou abandonando os estudos quando estava na 5ª série do ensino fundamental.

Hoje, Luciana é casada e tem três filhos: um de 4 anos, um de 10 e outro de 18. Como o marido Eustáquio Barbosa está desempregado e o filho de 18 anos ainda está concluindo os estudos, Luciana é a responsável pelo sustento da casa, uma missão nada fácil para ela. Acorda 4h 30 da manhã, ainda ao som dos galos, para fazer café da manhã e o almoço.

Tudo isso em quase 2h, pois 6h da manhã tem de estar no ponto em que passa o transporte da Uesb, o qual a leva para o trabalho.

Luciana faz praticamente uma viagem de segunda a sábado, pois, como mora no bairro Vila Serrana, demora 1h para chegar na universidade. Assim que chega na Uesb, Luciana já bota a mão na massa e só para na hora do almoço.


Como o local de trabalho é distante de sua casa, ela se alimenta na universidade, longe de sua família, longe de seu filho de 4 anos. Após um pequeno descanso é hora de voltar ao batente, que se prolonga até o final do dia.
A vassoura de Luciana, no entanto, já mostra sinais de cansaço. Ela até pensa em voltar a estudar, mas como grande parte das trabalhadoras brasileiras não sobra tempo para experimentar a leitura, saborear as palavras, aprofundar seu conhecimento, discutir sua condição na sociedade.

Luciana, como já havia dito, acorda 4h 30 da manhã, sai de casa 6h e chega depois do pôr-do-sol, mais precisamente 7h para fazer o jantar para a família.
A vida dos trabalhadores brasileiros, a exemplo do jardineiro Paulo, de 50 anos, e auxiliar de serviços gerais Luciana Duarte, não é nada mole. Não lhes sobram tempo para a reflexão, para o pensamento, para a vida de mãe, para a vida de pai, de esposa, de marido.

São, fundamentalmente, escravos do patrão, mais precisamente, do capitalismo à moda brasileira.

quarta-feira, 28 de março de 2012

ExpoConquista aquece o comércio da Feira de Economia Solidária

Por Daniele Garcia e Flávia Rezende


A Feira de Economia Solidária já se tornou um espaço tradicional na ExpoConquista. É realizada pela Prefeitura de Vitória da Conquista em parceria com os grupos de economia solidária desde 2008.

O evento realizado sempre no mês de março é uma das principais atividades de comercialização do movimento de economia solidária da cidade. Este ano são 75 estandes, divididos em dois segmentos: o de artesanato e o de alimentação.

O espaço de mil metros quadrados conta com vigilância, iluminação, apoio técnico e logístico. Com toda infraestrutura montada, cabe aos artesãos produzirem e trazerem os seus produtos à feira. E os  artigos são de boa qualidade e ganham no preço. “Temos esse diferencial de grande importância. O consumidor que vier vai adquirir um produto de qualidade e a preço justo”, comentou o coordenador de Economia Solidária, Geovane Viana.

Este ano, dez grupos da área participam da feira. São 230 empreendedores. Entre eles está Janete Honorato, que com outras 16 mulheres compõem o Grupo de Frivolité e Bordado (Friboarte). “Estamos otimistas, pois também estamos aceitando cartão, que é uma coisa que o cliente pede muito. Estamos na expectativa de divulgar e vender, de ser valorizado o nosso trabalho”, comentou a artesã.

Consulta Popular realiza II Plenária de apresentação em Vitória da Conquista

Por Cláudio Marques


Membros da Consulta Popular se reuniram no último domingo (25) com estudantes, professores e trabalhadores na Secretaria do Movimento dos Pequenos Agricultores, em Vitória da Conquista, para fazer a apresentação do movimento e debater questões sociais.
Organizada pelo núcleo de Vitória da Conquista, com contribuição de Thays Carvalho, de Feira de Santana, componente da Coordenação Nacional da Consulta Popular, a plenária buscou mostrar às pessoas interessadas um pouco sobre a natureza e a atuação do movimento em todo o País.
Para tanto, a estudante de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e integrante do movimento, Clara Flores, fez um resgate do contexto do surgimento da Consulta Popular, da sua trajetória e do leito histórico em que se baseia a organização.
Clara Flores também explicou que a Consulta Popular “é um meio, não um fim”. “O motivo de sua existência não é criar mais uma estrutura de poder, voltada para alimentar uma nova burocracia. Somos uma ferramenta que somente faz sentido enquanto serve para a luta revolucionária.”
No período da manhã, a discussão girou em grande parte em torno da questão “Como tomar o poder no Brasil?”. Segundo a integrante da Consulta Popular, Thays Carvalho, só com a destruição do Estado burguês é possível “tomar o poder”.
Destruir o Estado é destruir o poder da burguesia. O Partido dos Trabalhadores (PT) tomou o governo, mas não tomou o poder. O governo é apenas uma parte da estrutura do Estado”, salientou Thays.
Consulta Popular surgiu em 1997, impulsionado pelos movimentos sociais, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A proposta principal do movimento é contribuir na construção de um Projeto Popular para o Brasil. A organização atua em diversas frentes de massa (MAB, Levante Popular da Juventude, MST etc.).
Com caráter nacional e sem ligação a partidos políticos, o movimento defende que o povo brasileiro “deve construir um projeto que organize o uso de sua capacidade criativa e produtiva, tendo em vista atingir um futuro desejado”.
Em artigo publicado, em 2011, na revista Caros Amigos, a integrante da Direção Nacional da Consulta Popular, Diva Braga, salientou que a palavra de ordem do movimento “é preparar-se”. “Acumular forças para a construção de um Projeto Popular de transformação da sociedade. Construir hoje as condições que tornarão possível a ruptura revolucionária.”

terça-feira, 27 de março de 2012

Participe do III Simpósio de relações Etnicorraciais e Educação



Por Everton Santana e Helena Spínola

        Nos próximos dias 13 e 14 acontece o III Simpósio de relaçõesEtnicorraciais e Educação. O evento que é organizado pelo grupo de pesquisa Currículo, gêneros e relações etnicorraciais, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da UESB, propõe discutir a temática “Educação, cultura e produção de conhecimento das populações afro-brasileiras e indígenas”.
      
       O Simpósio é voltado para os alunos dos cursos de licenciatura e pós-graduação, professores da Educação Básica, além de gestores municipais e estaduais, e tem como objetivo sociabilizar o conhecimento produzido pelas populações afro-brasileiras e indígenas, discutir questões epistemológicas e ainda documentar e sociabilizar práticas cotidianas que envolvem as relações etnicorraciais e de gênero na escola.
         
        O evento contará com mini-cursos, mesas redondas, exposição fotográfica e apresentações de trabalhos acerca do tema proposto. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 28. Para conferir toda a programação e saber como se inscrever acesse o site.

Somos Quilombo Rio dos Macacos


por Flávia Carvalho e Halanna Andrade

Depois da polêmica do caso Pinheirinho, outra disputa territorial vem à tona, mas dessa vez, bem mais próximo da realidade baiana, localizado na cidade de Simões Filho a 30 km de Salvador. O motivo é o requerimento feito pela Marinha do Brasil em desocupar a área das redondezas da Base Naval de Aratu onde há mais de 200 anos é território do Quilombo do Rio dos Macacos, no qual cerca de 50 famílias descendentes de escravos vivem. 

O território é reivindicado pela Marinha desde a década de 1970 que alega ser um espaço estratégico para a defesa do país. Há 42 anos, parte da terra foi desapropriada para que a vila naval fosse construída, e agora com a iminente possibilidade da perda total do território, os moradores do Quilombo do Rio dos Macacos iniciaram o processo de denúncia do conflito.

Neste sábado (24), militantes do Movimento Negro Unificado pertencentes a Casa do Boneco em Itacaré, em conjunto com o movimento estudantil da Universidade Estadual de Santa Cruz e artistas da região, realizaram uma noite de audiovisual, música e poesia em apoio a campanha Somos Quilombo Rio dos Macacos. “Estamos vendendo blusas da campanha, nos manifestando contra a Marinha, angariando verbas para mandar para a Associação do Quilombo fazer ecoar essa luta”, conta a organizadora do evento, Say Adinkra.

Artistas regionais animam a Casa do Boneco
Numa audiência realizada no dia 27 de fevereiro, a Presidência da República adiou a reintegração de posse por cinco meses. No entanto, no dia previsto anteriormente (4 de março), duas viaturas, um trator e cinco caminhões de fuzileiros navais tentaram desocupar a área contrariando a determinação da Presidência. Graças aos movimentos sociais presentes no dia que apoiam o Quilombo Rio dos Macacos, os moradores não foram expulsos do local. Desde então, movimentos sociais de todo país aderiram à causa e tentam dar visibilidade a situação. “Os moradores são impedidos de estudar, o rio que a comunidade pescava está poluído por causa do esgoto da vila da marinha. Os fuzileiros já ameaçaram de morte, espancaram pessoas, já colocaram armas na cabeça de crianças, idosos, adultos e isso acontece cotidianamente há 42 anos” afirma Adinkra. 

Sobre a postura da Marinha, a militante da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação, Karen Oliveira discute “Querem tirar aquelas pessoas daquele lugar sem levar em consideração a cultura, a história de vida daqueles que estão ali. Pinheirinho foi da mesma forma. Ninguém considerou quem eram aquelas pessoas, para onde elas iriam”.

O movimento “Somos Quilombo Rio dos Macacos” escreve projetos para fazer denúncias internacionais sobre a situação dos quilombos no Brasil, vende camisas da campanha e organiza doação de alimentos para a comunidade do Rio dos Macacos. Os interessados em ajudar também podem assinar a petição pública em prol aos quilombolas.